SUNDY

STP06-0919

Localizada no noroeste da ilha do Príncipe, a roça está dividida em dois espaços compostos pelo seu ponto de chegada junto à casa principal e secadores, e de seguida junto às sanzalas e cavalariças.
Todos os edifícios definem o terreiro central, à excepção do grande hospital que marca a entrada junto à avenida de acesso à roça.
Na Sundy, a antiguidade dos edifícios pode ser analisada através das padieiras dos vãos. Com a ausência de pedras de grande porte para construção de lintel, optou-se por vãos de arco de volta perfeita.
A casa principal, um dos edifícios mais recentes de toda a roça, data de 1921. Aparentemente de um só piso, eleva-se num segundo piso no tardoz. O seu interior é de grande riqueza de texturas e variedades de mosaico hidráulico.
O cenário do terreiro é composto pelo edifício das cavalariças no topo do terreiro, datado da década de oitenta do século XIX. Erguido num estilo revivalista simulando uma muralha medieval torreada, com vãos de arco de ferradura e com um corpo coroado por merlões e guaritas.
O complexo das sanzalas, datado de 1915 está organizado em “pente” com baterias duplas de duas frentes. Estão implantadas perpendiculares ao terreiro, com uma curiosa janela, idêntica aos vãos das casas dos encarregados, no topo da parede de empena.
A capela é o mais interessante de todos os edifícios do aglomerado. Muito semelhante a uma ermida seiscentista com intervenções que alteraram ligeiramente a sua traça inicial. Dos seus elementos originais identificamos a sua fachada com o pórtico e as janelas, o frontal quebrado, e o arco sineiro.
Entre algumas das curiosidades da Sundy, sabe-se que foi plantada nesta roça a primeira planta de cacau de todo o arquipélago em1822. Foi também na Sundy que em Maio de 1919 Sir Arthur Eddington efetuou uma expedição de observação de um eclipse solar que veio comprovar a teoria da relatividade de Albert Einstein.





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