RIO DO OURO

STP19-0397

Localizada na província de Lobata a roça Rio do Ouro foi fundada em 1865 sendo a sede da Sociedade Agrícola Valle Flôr. Emblemática pela sua dimensão e imponência arquitectónica, é ainda hoje, uma das mais impressionantes estruturas agrícolas. Integrava o mais avançado sistema ferroviário de todo o arquipélago, estabelecendo a ligação entre as suas dependências e o porto, localizado em Fernão Dias.
A roça organiza-se através de uma artéria central, que é fortemente marcada pelo imponente hospital, implantado na extremidade mais elevada, bem como pelos terreiros e socalcos que acompanham o declive. A ´avenida’ é ladeada pelo conjunto das sanzalas com terreiros privados, das habitações dos feitores, encarregados e trabalhadores. Na extremidade oposta, localiza-se o museu, e edifícios de apoio.
O hospital, construído nos anos 20 sob influência déco, ergue-se através de duas grandes alas, separadas pelo corpo central para enfermarias de empregados europeus, no piso superior, e a farmácia e o consultório médico junto à entrada principal. Este segundo piso foi depois acrescentado à estrutura principal, acentuando a imponência dos seus cem metros de fachada. A zona tardoz da unidade hospitalar continha dois edifícios para funcionamento da maternidade e tratamento de doentes infecto-contagiosos. Existiam ainda quatro edificações destinadas às casas do médico, dos enfermeiros, às lavandarias e à capela mortuária, encerrando o complexo hospitalar.
A actual casa principal, em forma de ´Lª, marcava a entrada no complexo. No piso térreo, localizava-se o hall de entrada, o escritório, a copa e o refeitório para os empregados. No piso superior, localizavam-se os quartos, os salões e as casas de banho, percorridos por uma extensa varanda alpendrada. O museu, instalado onde outrora se localizava a antiga casa principal, está organizado em ´U’ orientado sobre um agradável jardim botânico implantado a uma cota superior, integra jardim zoológico e um pequeno pavilhão de chá.





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